Além do 12 de junho ser o Dia dos Namorados, é também o Dia Mundial de Erradicação do Trabalho Infantil. No Brasil, 2,7 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 15 anos são utilizadas como mão-de-obra, em trabalhos muitas vezes perigosos e degradantes.

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Praticantes do arborismo em ação

Arborismo: a nova aventura ecológica

Os praticantes do turismo de aventura estão sempre atrás de novas e ousadas modalidades. Trilhas em florestas inóspitas, descidas de quedas d’água, alpinismo em lugares de difícil acesso. Apesar do gostinho de perigo, todos estas modalidades são supervisionadas por instrutores, garantindo a segurança e a visão de lindas paisagens, o que recompensa todo o esforço físico. Uma outra aventura que começa a ser explorada em Pernambuco é a de andar em cima das árvores. Isto mesmo, trilhas em que o aventureiro pode passear em circuitos suspensos bem acima do chão, no alto das copas das árvores.

Surgida na Inglaterra em meados dos anos 90, o
arborismo , ou arvorismo, como também é chamado, foi inventando quando um grupo de ecologistas pensaram em uma forma de exploração não predatória de uma pequena floresta do país. A aventura logo conquistou adeptos em outras partes do mundo e se tornou popular na Nova Zelândia, onde adquiriu status de esporte.

No Brasil, a modalidade é praticada principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde é comum que executivos pratiquem o esporte como um treinamento empresarial para superar o medo de novas fronteiras. “É uma atividade que não é só divertida, ela também permite exercitar a autoconfiança e a concentração”, explica Teca Fiúza, coordenadora do projeto de arvorismo do Privê Terra de Santa Fé, um dos poucos locais que oferecem a atividade em Pernambuco.

Famoso por suas cachoeiras, no município de Bonito, a 132 quilômetros do Recife, a Bonito Eco Parque inaugurou em março a sua trilha suspensa. Duas torres de eucalipto interligadas por cabos de aço garantem a sustentação da trilha de 180 metros de extensão, a cinco metros de altura. “A trilha possui dez circuitos, cada um com um obstáculo de grau de dificuldade diferente. Há, por exemplo, um circuito em que a pessoa tem que passar por uma ponte pênsil ou por uma rede”, explica o proprietário do Bonito Eco Parque, Glauco Pinto.

Na trilha do Terra de Santa Fé são dois circuitos suspensos por 16 plataformas de eucalipto, com uma altura que varia de nove a dez metros. Cada circuito possui oito pontes cada um. Nas trilhas, os obstáculos são variados com tirolesa horizontal, escada fixa e redes.

Aventureiros usam equipamentos de segurança

Segurança – Quando se está no alto da copa de uma árvore os equipamentos de segurança são indispensáveis. No arvorismo se usam luvas, para proteger as mãos do atrito com os cabos, capacete e uma cadeira de segurança ligada a um cabo. “Caso a pessoa não consiga passar pelo obstáculo, ela fica suspensa pelo cabo de segurança, que passa por todo o percurso da trilha”, afirma Glauco Pinto.

Além dos equipamentos, um instrutor e dois monitores acompanham os praticantes em todo o percurso, que pode durar de 40 minutos a uma hora, dependendo da condição física de cada pessoa. Já no Terra de Santa Fé o percurso é um pouco mais longo, durando cerca de uma hora e meia.

Para participar da aventura não é necessário ser atleta. “Qualquer pessoa que esteja disposta a ultrapassar seus limites pode participar”, comenta Glauco. A única exigência é quanto à altura, que deve ser de no mínimo de 1,40m. Crianças a partir dos 12 anos já podem praticar a atividade.

SERVIÇO:

Bonito Eco Parque – 9607 9591 e 9935 3656
Preço: R$ 20,00 por pessoa

Terra de Santa Fé – 3479 5771
Preço: R$ 40,00 por pessoa

(Fotos: divulgação)

Creche auxilia pais e promove igualdade de gêneros

 

Pode parecer individualista da minha parte defender a existência de creches, já que tenho um filho menor de dois anos. No entanto, a experiência de, ao mesmo tempo, estudar, trabalhar e criar Davi — nome do rebento — abriu as perspectivas para encarar essa multiplicidade de tarefas como sério problema social.

 

Com a chegada do bebê, vem a pergunta: onde deixá-lo enquanto os pais exercem as atividades cotidianas? Se o casal tem grana, contrata uma babá; se a avó não tiver emprego fixo e se predispor, vai criar outra leva. No meu caso, e da maioria, sou despojado de bens materiais, minha mãe e sogra trabalham. A creche surge então para assegurar aos pais a chance de tocar a vida em frente.

 

O movimento feminista toma a creche por bandeira de luta. Fácil entender por quê. Na sociedade machista brasileira, a divisão de tarefas entre marido e esposa é impensável, a mulher está predestinada a cuidar dos filhos quando não há onde deixá-los. Assim abandona trabalho, estudo, autonomia financeira e política. Creches garantem o direito a uma competição mais igualitária entre homens e mulheres.

 

Bem-estar social e empresa capitalista são expressões que soam antagônicas, contudo entidades privadas têm disponibilizado creches para filhos de funcionários. Algumas por puro marketing, outras estão de olho em estudos que apontam para a melhora na eficiência e diminuição no número de faltas. Se seu filho está em boas mãos, tudo flui com facilidade — comprovo isso empiricamente no dia-a-dia.

 

Acredito que mais empresas e principalmente o governo deveriam investir para construir novas creches e imprimir qualidade às existentes. No caso das universidades públicas, há controvérsias. O movimento estudantil defende a idéia como ação positiva do Estado; na outra ponta, professores mais à direita discordam do desvio de verba da produção de conhecimento para a manutenção das unidades.

 

No ponto em questão, concordo com o movimento estudantil. Creches favorecem, sim, a produção de conhecimento dos pais — que têm os filhos em local seguro — e evitam que as mulheres se desliguem do estudo para educar criança.

 

Poema enjoadinho

(Vinícius de Morais)

Filhos...Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como o queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filho? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem xampu
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!




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