A grande recompensa do amor está na própria ação de amar
Está aí um livro que fala de amor sem pieguices. Amor perdido de Amor: as relações afetivas na família (Edições Bagaço, 117 páginas) do psicólogo, teólogo e filósofo Luiz Schettini Filho. O livro mostra uma visão bem amadurecida do amor, poética, um tipo cabeça nas nuvens e pés no chão. É uma abordagem que transcende, e muito, o que as religiões costumam pregar acerca deste indelével sentimento.
A linguagem de Schettni é deliciosa. Ele é simples, porém profundo, assim como o amor. Ele cita poetas, psicólogos, teólogos e filósofos para complementar seu pensamento. Alguns deles são Mário Quintana, Fernando Pessoa, Pe Antônio Vieira e até Karl Marx. Um de seus petardos: a grande recompensa do amor está incrustada na própria ação de amar. De fato, uma visão cristã. Mas o psicólogo não fica só nisso e diz que amar não é uma ação de sacrifício, já que o sacrifício exige uma privação de nossa parte, o que não tem muito a ver como a natureza do amor. Ora, todos sabem que o amor cristão exige o sacrifício.
Um dos pontos altos do livro é quando o autor fala das relações afetivas dentro da família. Ele ensina que os filhos precisam bem mais de expressões de afeto do que de pressões pedagógicas. Não que metodologias educacionais não sejam importantes, mas dar amor a um filho é a melhor maneira de prepará-lo para vida.
Por fim, Schettini Filho explica que é preciso um mínimo de auto-conhecimento para que o amor dentro de nós torne-se frutífero e assim possamos questionar e melhorar o mundo a nossa volta. Essa afirmação lembra um ensinamento de Jesus, que diz que o reino dos céus está dentro de nós. Mas paremos por aqui, pois como disse Luiz Schettini Filho em seu livro, em vão multiplicaríamos palavras para tentar explicar o amor.
O livro pode ser comprado pela Internet no endereço www.luizschettini.psc.br.
A Tirania das Ruas
Há tempos que o Recife vem sofrendo de uma verdadeira epidemia de “profissionais do comércio informal” que infestam as ruas. Não, eu não estou falando dos camelôs ou dos ambulantes, e sim dos flanelinhas.
Essas pessoas tomaram conta das ruas e estipularam uma tirania baseada no medo de que algo aconteça ao seu carro. Aê fera, deixa solto aí, beleza? Ta, tudo bem. “Oa”, a gente ta cobrando 5 “real”. O quê? Cinco reais? Que absurdo! Não vou pagar. Ah, então é bem capaz de teu carro aparecer arranhado, visse?
Um exemplo dessa tirania pode ser visto na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), onde os flanelinhas chegam ao ponto de estipular uma mensalidade a ser paga. Como assim? Tem até gente que passa cheque pra pagar essa mensalidade! Já não basta ter que pagar caro pra estudar naquela faculdade, as pessoas também têm que sustentar os guardadores de carro? Muitos até deixam as chaves dos seus carros com os flanelinhas, pra que eles possam “ajeitá-los”, caso seja necessário.
Mesmo os que não cobram esses preços absurdos e aceitam [quase] qualquer trocado que você der são criminosos. Sim, isso é crime de extorsão. Além de ser ridículo você ter que pagar por um serviço que, na teoria (e apenas na teoria), deveria ser de responsabilidade do governo, tanto estadual quanto municipal. Não é pra isso que a gente paga impostos?
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